who am I?

OLD Brenda Underwood.
17 anos. Empatia. Coates.

NOW Anne Laffite .
Hunter. Stark. 17 years
Anne x Jace

jacesalvtore:

Continuou olhando para o céu escuro com um olhar sem vida. Talvez porque não conseguiria olhá-la nos olhos depois de ter dito aquelas palavras, ou porque de algum jeito fosse simplesmente doloroso olhar para ela naquele exato momento. Justo no momento em que se encontrava mais frágil. E, por mais que não quisesse admitir, só sentia esse sentimento, que tanto quanto era bom, o destruía por dentro, era quando Anne estava perto.

Ele virou o rosto para ela. E a olhou. Não somente olhar ou encarar. Era mais que isso. Queria ver o que ela tinha de tão especial. Queria ver o que havia dentro daqueles olhos. Diziam que ali era a porta da alma ou qualquer besteira do tipo. Pensou em como seria a alma dela.

Pensou em como seria ter uma alma.  

Então, num piscar de olhos, como se saísse de um êxtase imaginário, abriu a boca e soltou palavras roucas ao vento gelado: - Não diga que falou coisas que não devia quando só falou a verdade. E quando ela riu, ele riu junto. Por nada. Por estar bêbado. Por simplesmente querer rir com ela.

Ouviu suas palavras, entrando como uma acaricia em seus tímpanos em meio a tanto barulho em sua mente deturpada. Jace sorriu com a palavra “divertido”, com uma suave conotação maliciosa. Era ridículo, mas ele era Jace, afinal de contas. E havia um desejo lá no fundo, que talvez ele fosse descobrir o que fosse hoje.

Ele se aproximou suavemente de Anne, com os olhos sem desviar nem um segundo. E quando ficou a centímetros de encostar os narizes, ele parou. Não disse nada por uns cincos segundos. Podia ser um pobre garoto alimentado por mentiras fúteis e crueldades, cheio de orgulho, porém ele ainda gostava de jogos. E isso o deixava vivo. Nem que por um segundo.

- Proposta duvidosa. E que poderia considerar como indecente. – sussurrou suavemente, com os olhos ligeiramente estreitos, como se estivesse contanto um segredo muito sério. E então, num súbito, jogou a cabeça um pouco para frente como se fosse beijar seu pescoço, mas a única coisa que fez foi encostar suavemente os lábios ali, apenas raspando, e segurar seu braço, percorrendo sua pele nua com os dedos agilmente, até agarrar e tirar a garrafa de suas mãos. Tomou um gole e se afastou rapidamente, se ela fosse tentar pegar de volta. – Eu quero jogar. E também tenho uma proposta para você, senhorita. 

Jace se aproximou suavemente de Anne, aquele andar que faziam as pessoas na Sede prenderem seus olhares nele - seja por algo bom ou ruim. Ela retribui seu olhar. Aquela sensação de invencibilidade continuava, borbulhando dentro de si, ansiosa por algo, mas também havia outra coisa. Algo no ar; na distância entre os dois, quase como uma eletricidade estática nos momentos antes de uma tempestade. 

– É para eu ser uma filha de Éros, lembra? – Responde, mantendo o olhar fixo no dele. – Nós somos indecentes, e – então para abruptamente, por um segundo achando que ele realmente estava prestes a lhe beijar. Dessa vez ela sabia que deixaria. 

Então ela simplesmente sente um leve toque, os lábios de Jace quase encostando em seu pescoço. A mão descia pelo seu braço, deixando-o em um leve estado de formigamento depois que passava. Injusto, pensou. Isso que você exerce em mim. Não desviou o olhar em nenhum momento dele, até perceber que havia se afastado com a garrafa.

–  Aproveitador – soltou, mas de um tom que ele soubesse que soltava apenas um comentário cômico. Ele deu um passo para trás, e ela deu um para frente, mas antes que falasse ou fizesse alguma coisa, ele soltou um comentário que a fez arquear as sobrancelhas, com um sorriso levemente repuxado para baixo. 

- Um jogo, Jacy? Como aquele que você tentou na Floresta? Eu me lembro de quem ganhou daquela vez. - Murmurou, ainda no ímpeto de tentar alcançar a garrafa dele - Mas diga, que proposta, Salvatore? - Então, ao invés de ir atrás da garrafa. ela voltou a caminhar pela borda, até alcançar o ponto mais alto do Punho, mantendo sempre os olhos em Jace. Ao avistar luzes da grande cidade ao longe, uma ideia lhe passou pela sua cabeça, alimentando aquele sentimento de antes. – Tem alguma chance dessa proposta incluir Nova York, talvez? - Murmurou, quase com os olhos brilhando. 

Ela sabia que as ordens era para ficarem no Acampamento até algo seja dito, mas desde os problemas da última “missão” dos dois, de ir atrás do filho de Bethany e Jack, eles haviam se mantido em silêncio. Por vezes, Anne pensava qual seria o próximo passo dos dois, mas naquele momento, ela simplesmente queria estar longe de tudo aquilo. Sem Acampamento, e sem Caçadores. 

(Source: anne-laffite)

Emilia Clarke photoshoot for Glamour France (April 2014)

(Source: stormborns)

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Emilia Clarke - February 2013 GQ Magazine Photo Shoot

Anne x Jace

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Jace concordou com o comentário de Anne, com a boca virada num sorriso tornando-se vagarosamente aquele sarcasmo que sempre costumava carregar em seus lábios.

- E quem gosta de me ver? – perguntou um pouco rápido demais, arqueando as sobrancelhas. – É até desprezível me ver todos os dias no espelho.

Então ela notou a garrafa, não que ele quisesse escondê-la. Não respondeu nada inicialmente, apenas levantou-se o mais rápido que pode e caminhou meio cambaleante pelo efeito do álcool estar começando e pela corrida. Pegou outra garrafa de vodka e esperou até tomá-la até a metade para falar alguma coisa. Bebeu quase tudo de uma vez, rindo como uma criança. Ia falar uma coisa, mas pra isso tinha que estar bem bêbado. Então terminou de tomar a garrafa inteira. Não importasse que sua garganta ficasse em chamas.

Encostou-se na pedra e olhou para o céu escuro e estrelado. Era lindo, se não estivesse em uma prisão. E se não tivesse tantas coisas a dizer, a concertar.

- Me desculpe. - Talvez fosse a primeira vez que dissesse isso a alguém sem ser seu tio e que fosse sincero. Fora algo tão surpreendente até pra ele mesmo, que riu de como pudera ter sido idiota. – Me desculpe por ter dito aquelas palavras. Por ter sido um filho da puta idiota. Basicamente… me desculpe por mim.

Não disse mais nada depois disso. Nem ousou olhá-la. A única coisa que conseguiu fazer foi dar mais um gole na garrafa e continuar olhando o céu. 

Eu não achava desprezível vê-lo, nem um pouco. Mas não comentei nada. Não sei porquê. Respirei fundo, e tomei mais um gole, terminando a garrafa. Me sentia meio tonta, mas logo essa sensação se transformou em uma leve animação, uma euforia crescente. 

Vi Jace beber a garrafa de vodka inteira em quase um gole, e me perguntei o que estaria passando na cabeça dele no momento. Ia perguntar alguma coisa, mas fui interrompida por alguma cosia que me deixou surpresa. 

Jace se desculpando. Acho que eu nunca vira isso na minha vida. Pensei em comentar algo irônico, pensando que ele mesmo estivesse sendo, mas parecia puramente sincero. Mesmo bêbado, dava pra perceber isso em suas palavras. 

Virei me para o lado, apoiando a cabeça no cotovelo, e olhando para ele. Não sei se foram por poucos segundos ou por alguns longos minutos, mas assim - naquele momento - percebi como não conseguia ficar com raiva ou ódio dele por muito tempo, mesmo depois tudo que houve. Como me pegava pensando nele mais do que deveria. 

Sentei-me, pegando outra garrafa dentro da bolsa, e após mais um gole, que me aqueceu com aquela sensação de invencibilidade para as próximas palavras. 

- É, você realmente foi um filho da puta. - Comentei, meio rindo, embora eu não devesse. - Mas tudo bem. Eu também fui Eu… - eu realmente iria admitir que na verdade tudo que queria era causar ciúmes nele? Aquela noite, Ian, as palavras trocadas. As palavras se perderam por um instante. - Eu também falei coisas que não devia, sabe. Me desculpe. Você não é um idiota egoísta o tempo inteiro. Ian, ele… - Respirei fundo. Não sabia do que estava falando. Balancei a cabeça. - Acho que fui uma merda naquela noite, de verdade, então… é. 

O próximo gole nem foi sentido direito, apenas continuou a me aquecer. Um riso escapou com a estranheza da situação. Sentia-me leve, solta e pronta para qualquer coisa. Me levantei, segurando a garrafa e começando a caminhar contornando a borda do punho. 

- Aqui estamos nós dois, bêbados, e apenas despejando as mágoas como dois condenados. - Murmurei. - Sabe, acho que que deveríamos fazer algo divertido. 

(Source: anne-laffite)

Anne x Jace

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Fazia tanto tempo que não fumava que as mãos trêmulas quase não alcançavam seus lábios pálidos e ressecados, como se tivesse esquecido de tudo que havia aprendido, e quando finalmente sentiu a primeira tragada, o cheiro adocicado e forte entrando de modo destrutivo em suas narinas e em seus pulmões, ele fechou os olhos. Era um hábito antigo. Na sua primeira tragada, quando tinha quatorze anos, engasgou-se e tossiu como um louco. Odiou. Depois, conseguiu se acostumar e fumava tanto que ficou impossível esconder de seu tio.

Tem marcas até hoje da surra que recebeu.

Quando o cigarro acabou, olhou para a garrafa de vodka que havia roubado do chalé de Dionísio um dia desses. Tomou o primeiro gole. Sentiu a garganta queimar junto com seus pulmões. Engasgou. Tomou outro gole. E riu de como parecia patético.

Estava em cima de uma árvore qualquer na floresta. Arriscado, sabia. Porém ele gostava daquele lugar, de algum jeito singular. Portanto, continuou bebendo e fumando, não se importando se algum monstro viesse até ele e o esquartejasse. Esse pensamento até o deixou feliz, dadas às circunstâncias. Na Sede, todos o odiavam. Anne também o odiava, evitando falar com ele, e realmente não a culpava por isso. Nem os outros. Ele mesmo se odiava.

Por debaixo de tanto orgulho e narcisismo, Jace conseguia ver o quão destruído e sujo ele se tornou.

Uma voz em sua cabeça riu. E ele continuava lá. Debochando. Observando tudo com puro desprezo.

- Cala a boca. – Jace balbuciou baixinho. Estava calmo. Ficaria calmo. Não perderia o controle mais uma vez.

Ele não se calou. Só riu mais alto.

Jace não aguentou.

- Cala a boca!  - gritou e começou a bater a cabeça com as duas mãos. – SAI DA MINHA CABEÇA!

Ele não saía.

Jace olhou desesperado para os cantos e viu que a garrafa estava vazia e o cigarro estava no fim. Junto com as risadas, ele pulou da árvore e começou a correr pela floresta. Sombras o perseguiam. Arranhavam seus braços e pernas, quase o derrubando. E as risadas. Ele ainda estava lá. Sempre esteve. Sempre esteve.

Quando finalmente caiu no chão, tudo terminou.

Levantou pesadamente e andava de um jeito esquisito para lá e para cá. Então, com certa dificuldade conseguiu ver que estava no Punho e observou uma garota deitada sobre a pedra. Não qualquer garota.

- Eu faço a mesma pergunta. – falou enquanto sentava-se à uma distância considerável de Anne. Deu um sorriso bobo quando a viu encará-lo completamente sujo e arranhado. – Não tente mais me evitar. Uma hora ou outra eu encontraria você.

E depois, sem dizer mais nada, deixou o resto do corpo mole cair no chão e fechou os olhos.

Um barulho me sobressaiu, tirando minha mente do que estava até agora pensando. Minha garganta ardia levemente da bebida que acabara de tomar. Por um momento, percebo que peguei as garrafas aleatoriamente no chalé, sem nem mesmo ver quais eram. Abro a bolsa, havia Whisky, que eu havia aberto, e Vodka, no fundo da bolsa.

Olho para a pessoa sentando ao meu lado. Ele estava arranhado e sujo, e levantei as sobrancelhas. Era raro ver Jace de uma aparência que não fosse controlada. Seu comentário me respondeu que não era bom nem perguntar, e eu já havia aprendido que com Jace, algumas coisas não tem respostas. Mas percebo que veio da Floresta, e por um momento me pergunto se ele poderia ter estado em alguma briga com algum semideus. Se tivesse, ele teria ganhado, com certeza. 

- Eu não estava te evitando, Jace,. Se bem que ficamos de nos falar depois da Enfermaria. - Falei, dando um sorriso como se o cumprimentasse. - Mas realmente, não sei se gosto de te ver agora ou não. - Balancei a cabeça, voltando a pegar a garrafa. Vejo que Jace segurava uma garrafa de vodka vazia. Então noto que, pela sua cara, estava a alguns goles de ficar bêbado. 

Na verdade, essa era a minha intenção de vir ao Punho hoje, mas com Jace? Bom, foda-se. - Parece que eu e você tivemos a mesma ideia hoje, hein? - Falei, apontando para sua garrafa com a minha. - Dia ruim? - Ri, e empurrei a bolsa para ele, indicando que poderia pegar alguma se quisesse. 

Tomei mais um gole, voltando a me deitar na pedra. Se ele quisesse ficar naquela distância, que ficasse. 

(Source: anne-laffite)

Anne x Jace

Quando eu saira do Chalé de Zeus, três dias atrás, eu mal conseguira respirar direito, concentrar meus pensamentos em alguma coisa específica. Tudo o que eu descobrira sobre Riley, a irmã de Bethany, bagunçava minha cabeça, deixando-me mais com perguntas do que respostas. Sim, eu sabia o que poderia ser. Mas eu simplesmente me recusava a acreditar nisso. Algo que estava na minha cara, que não poderia haver outra explicação.

Isso e ainda o fato de que sobrevivi a uma dose de néctar. Os meus cabelos brancos. Minha pele ser sempre tão fria. A mulher nos meus sonhos. A nevasca que começou aquele dia no acampamento.

Eu simplesmente não sabia o que pensar, porque era completamente contra o que sempre cresci acreditando, o que me ensinaram, o que é o certo. Eu não posso ser algo que eu caço. Algo que eu mato e odeio. Algo que pessoas que dormiam numa cama ao meu lado matam, e odeiam. Algo que Jace odeia.

Durante dois dias, dois longos dias, eu mal sai do Chalé. Apenas fiquei entre a cama e o chuveiro, e algumas saídas para o Pavilhão buscar comida. Meus “meio-irmãos”, filhos de Eros, olhavam para mim como se eu fosse uma estranha, uma aberração que mal conseguia sair da cama. É, eu era uma estranha para eles, mais do que imaginavam, mas mais uma vez eu estava entre pessoas que me achavam uma aberração.

Eu já estava muito bem acostumada com isso. 

Treinei, descontei minha raiva com adagas e espadas que eu pegara do Arsenal dos semideuse nas árvores atrás dos Chalés. Não falei com Ian. Nem com Jace. Nem com Bethany, Bianca ou os Caçadores, embora eu soubesse que precisava falar com todos eles. 

Eu só estava adiando o problema.

Certa dia, acordei mais irritada que o usual. No final da tarde, vendo que parecia ser um daqueles dias em que nada dava certo, resolvi passar no Chalé dos filhos de Dionísio, aonde sabia que haviam várias bebidas alcoólicas escondidas. Peguei umas seis e guardei na minha bolsa, e fui direto para o punho de Zeus, um lugar afastado de tudo e todos. 

Abri a primeira garrafa e tomei um longo gole, deitando em cima da pedra e olhando para o céu que já estava estrelado. - O que vou fazer? - Perguntei, a ninguém específico. Porque eu não tinha um pai ou uma mãe para quem direcionar essa pergunta. Eu sabia que meus Criadores da Sede não eram meus pais de verdade, sempre soube. Não tinha nem um grande amigo para quem perguntar, porque até mesmo minha relação com Jace era complicada. E Ian não podia ser meu amigo. Ele não era. 

NÃO VOU EXCLUIR AS POSTAGENS ABAIXO DESSAS PQ SIM

acima desse post passo a ser Anne Laffite

ooc: eu tô com saudade daqui :(